ME DEFINE

ME DEFINE

#esse moletom não é a minha cara. ELE É MUITO a minha cara. sério. que isso gente. depois de cinquenta mil faculdades não terminadas. ‘ eu não termino nada’ virou meu nome do meio. mas semana que vem começa as aulas de marketing. acho que agora vai hein? fingers crossed.

REFLEXÃO DO DIA

Image

 

Image

Image

Image

#a vida é muito curta.passa num piscar de olhos. você não tem tempo pra planos. você tem que viver agora. ser feliz agora. você entende isso? entende o que significa que tudo pode acabar hoje? que tudo pode acabar? vai ser feliz. vai amar. vai beijar na boca.vai ver um filme que você gosta. abraça sua mãe. dance. respire fundo. é isso. é só isso que existe.

VOCÊ ME CONHECE. EU SERIA INFELIZ SE FOSSE FELIZ

Image

 

Eu nunca fui considerada normal. Aos 12 anos eu frequentei pela primeira vez um consultório de uma psicologa. Era extremamente marrom. Praticamente tudo dentro era feito de madeira. e minha mãe se recusou a sair. apesar da psicologa ter insistido. depois de ter falado meus problemas. focando no fato de que eu tinha 12 anos e já tinha problemas. ela disse que quase tudo era culpa da minha mãe. Obviamente eu nunca mais voltei lá.

Então meus pais acharam que seria apropriado eu ir em um programador neuro linguístico. Hoje até comum , esportistas usam direto. em 1999 não era tanto.e lá fui eu. fazer pnl. sem contar pra ninguém porque nem eu entendia direito o que eu fazia. consistia em basicamente fazer associações mentais. tipo : quando eu pensar em alguém que me incomoda, eu aperto um dedo, e eu não vou me sentir mal. no inicio pareceu funcionar. depois nem tanto.

Meus pais se cansaram, e eu fiquei um bom tempo longe de consultórios. anos. mas a vida gosta de pregar peças na gente. nosso chão firme vira areia. e o que eram problemas minúsculos de uma criança. vira grandes buracos na alma.

Em questão de menos de 4 anos. eu perdi todos os meus avos e 2 tios. metade da minha família sumiu. deixou de existir. eu não aguentei. eu tive reações alérgicas no corpo todo que duraram um mês. tomava remédios injetáveis atras do outro e não saia. era tanta dor que só as lagrimas não davam conta. 

eu fiquei com raiva do mundo. das religiões que a gente reza e não nos atende. eu não quis saber de mais nada. eu tranquei a faculdade de direito e fiquei praticamente um ano sem sair do meu quarto na casa do meus pais.eu dormia o dia inteiro. e ficava acordada só de madrugada. porque eu gostava do silencio. da solidão.

como eu nunca bebi, nem fumei, nem me droguei. descontei toda dor em mim e na comida. engordei mais de 40 quilos nesse período. e admito que só não tirei a minha própria vida por causa do meu marido. que na época ainda meu noivo. se manteve ao meu lado. era a unica pessoa que eu via. me visitava todo dia. nem que fosse por 5 minutos. e por ele eu continuei vivendo.

Depois de um ano. eu procurei um psiquiatra. que me receitou medicação. e aos poucos eu voltei pra vida. eu voltei. eu sai do quarto. eu me casei. eu já perdi mais de 15 quilos dos 40 engordado. eu adotei um cachorro. eu só não vou dizer que eu voltei a ser eu. porque depois de um trauma, de uma dor. a gente nunca volta a ser o que a gente era. existe acontecimentos. que marcam uma linha no chão. e tudo se divide a antes e depois daquilo. a morte é um deles. assim como o amor. ou o nascimento de um filho.

enquanto eu escrevo esse texto eu choro. de saudade de quem já foi. saudade de quem eu já fui. orgulho de eu ter conseguido sair do buraco que eu cavei. agradecida pelo amor que me tirou desse buraco. porque a vida é assim gozada. ela nos tira tanto. mas também nos dá tanto. então eu prefiro olhar por esse lado. o lado de tudo que ela me deu. eu prefiro pensar positivo. eu prefiro seguir em frente.

“Don’t let us get sick
Don’t let us get old
Don’t let us get stupid, all right?
Just make us be brave
And make us play nice
And let us be together tonight”